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O que vocĂȘ precisa saber sobre Terraplanagem

  • claudio lataiano
  • 30 de jan. de 2024
  • 4 min de leitura

Como um processo fundamental para a construção, a terraplanagem é uma técnica que estå hå anos auxiliando diversos setores, especialmente o da construção civil a concluir seus objetivos


A terraplanagem é uma técnica que consiste em cortar e retirar o excesso de terra de um ambiente a fim de deixar a região nivelada. Nesse método, o material retirado é, muitas vezes, utilizado para cobrir outros espaços mais vazios de forma a deixar tudo plano.

Existem muitas maneiras de executar essa tĂ©cnica, cada mĂ©todo depende do tipo de solo. Contudo, ao longo deste post detalharemos mais sobre como a terraplanagem Ă© feita, especialmente, na construção civil, mas, de maneira geral, sĂŁo trĂȘs etapas:

  • desmatamento: apĂłs conseguir a autorização dos ĂłrgĂŁos responsĂĄveis, a vegetação Ă© retirada;

  • destocamento: retirada ou queimada do entulho;

  • limpeza: os resĂ­duos sĂŁo retirados do terreno.

Além disso, a terraplanagem pode ser aplicada em diferentes projetos:

  • obras rodoviĂĄrias;

  • construçÔes pĂșblicas e comerciais;

  • projetos residenciais;

  • terrenos em aclive e declive.

A terraplanagem na construção civil


Na construção civil a terraplanagem é uma técnica muito importante, principalmente, em åreas com vegetação e que ainda não passaram por processo de urbanização. Portanto, nesse setor, esse método significa deixar o solo pronto para que possa receber a obra. Como isso quer dizer construir a estrutura, é muito importante que a terra esteja plana para evitar qualquer tipo de problema de desnível.


Com essa responsabilidade, a terraplanagem se torna uma parte fundamental de qualquer canteiro de obras. Afinal, ela é a base e a primeira parte de um projeto estrutural de engenharia civil. Para a construção, esse tipo de técnica utiliza diversos equipamentos, como retroescavadeira, rolo compactador, trator, caminhÔes, entre outros.


Terraplanagem para a construção civil e infraestrutura: qual a diferença


Em relação aos fundamentos, ambas obras tĂȘm o mesmo tipo de princĂ­pio, contudo, o que realmente diferencia Ă© que, enquanto para construir um prĂ©dio ou uma residĂȘncia seja necessĂĄrio retirar ou colocar uma certa quantidade de solo, a construção de infraestruturas, como tubulaçÔes, Ă© menos complexa. Exceto em caso de estradas em que Ă© necessĂĄrio muito mais material.


TambĂ©m, hĂĄ uma diferença em relação ao tipo de legislação que atinge cada tipo, pois a infraestrutura Ă© fiscalizada diretamente pelo poder pĂșblico, precisando de licitaçÔes. O que obriga que seja feita por meio de regras especĂ­ficas.



Como Ă© feita a terraplanagem?


O primeiro passo para a execução da terraplanagem Ă© a anĂĄlise da regiĂŁo. Tanto em relação aos processos de remoção da vegetação (se tiver), quanto para avaliar qual Ă© o nĂ­vel do declive que a ĂĄrea tem. ApĂłs a verificação, começa a terraplanagem, dividida em algumas etapas. Vamos conhecĂȘ-las a seguir!


3.1. Escavação

Inicia-se a remoção do excesso de terra, geralmente, Ă© utilizado uma escavadeira que altera a topografia natural da ĂĄrea, rebaixando o terreno. É importante saber que existem duas formas de executar esse processo, dependendo da necessidade: com remoção da terra ou sem retirada de material.


No primeiro, o terreno não é apenas escavado, mas também a terra retirada é levada para outro lugar, geralmente, aterros ou bota-foras. No segundo, hå uma cota, comum em todo o projeto, de nivelamento. Aqui, o excesso também é retirado, mas, em vez de ser jogado em outro lugar, ele é comportado para ser utilizado em åreas em que o nível é mais baixo do que o necessårio para o projeto.


3.2. Aterrar

Basicamente, é despejar o excesso de terra armazenado na årea desnivelada, ou seja, estå abaixo da cota do projeto. Para que esse processo seja executado da maneira correta, geralmente, se utiliza terra vermelha, jå que é um material que rende mais. Assim como a escavação, o processo de aterrar pode ser feito de duas maneiras: com importação de terra ou sem.

Muitas vezes, não é preciso que a terra seja escavada ou a própria årea tem pouca terra, sendo necessårio completar com material de outro lugar. Isso é chamado de aterrar com importação. Jå no segundo processo, é utilizado material de origem do próprio terreno, geralmente, essa terra não tem funcionalidade. Ela é chamada também de corte e compensação.


3.3. Compactação de solo

Terminado o processo de retirada e aplicação de material, começa a compactação do solo. É importante dizer que esse Ă© o momento relacionado Ă  construção de aterros em partes do terreno. O solo Ă© compactado por meio de rolos compactadores e compressores para tornĂĄ-lo mais firme.

Primeiramente é preciso aterrar o local em até 20 cm e umedecer a terra, então, o rolo compactador passa para assentå-la. Esse processo é feito em diversas camadas até atingir o que foi especificado no projeto.


3.4. Troca de solo

Em alguns casos, a consistĂȘncia do solo pode nĂŁo ser firme o suficiente para que possa construir a estrutura do projeto. Nestes casos, Ă© necessĂĄrio fazer a sua troca. Inicialmente, os profissionais farĂŁo um estudo da regiĂŁo e das condiçÔes da ĂĄrea por meio de amostras. A partir dos resultados Ă© possĂ­vel saber o quanto serĂĄ retirado para entĂŁo importar terra e compactar o solo.


3.5. Drenagem do solo

Utilizada, principalmente, em casos em que a construção tem fundação profunda, a drenagem Ă© uma tĂ©cnica muito importante. O que ocorre Ă© que o terreno pode estar muito Ășmido impossibilitando a compactação, nesses casos Ă© comum que ocorra um processo de drenagem.


Canais sĂŁo criados em partes do terreno para escoar a ĂĄgua em excesso. Utilizando, valas em um nĂ­vel mais baixo.


Saiba que a drenagem precisa respeitar as caracterĂ­sticas da ĂĄrea, por exemplo, se Ă© uma nascente a responsĂĄvel pela umidade, Ă© necessĂĄria uma distĂąncia de 50 metros para criar o canal. Enquanto, se a origem Ă© o acĂșmulo de ĂĄguas pluviais, o terreno Ă© levemente inclinado para facilitar o escoamento da ĂĄgua.


3.6. Prevenção de erosão

Solos arenosos, sedimentares, com taludes, com terrenos em declive ou aclive, são propícios a terem erosÔes por causa das chuvas fortes. Nesse tipo de região, para evitar que apareçam essas alteraçÔes, são construídas curvas de nível. Ou seja, um corte ao longo do aclive ou declive para onde a ågua escorre. Dessa forma, evita-se a deterioração do solo e surgimento de erosÔes.

Pode ser necessårio construir muitas ou poucas curvas, isso dependerå do tamanho e também do quanto ela estå inclinada. Por exemplo, em uma aclive de 45°, bem comum em åreas sem aterro, as curvas não podem passar de seis metros de espaçamento.



 
 
 
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